sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

VALE A PENA CONFERIR...

Espetáculo A Inconveniência de Ter Coragem, encenado pelo
Centro de Criação Galpão das Artes (Limoeiro/PE), se apresenta no próximo sábado na programação do Janeiro de Grandes Espetáculos


A INCONVENIÊNCIA DE TER CORAGEM, uma trama de enganos e traições de
Ariano Suassuna.

Até o dia 29 será realizado o Janeiro de Grandes Espetáculos (JGE). Em sua 18ª edição o festival está agendado para acontecer nos palcos do Recife, Olinda, Caruaru.

Dentre os selecionados se apresenta no próximo sábado (14), às 16h, na Praça do Carmo (Olinda) o espetáculo A Inconveniência de Ter Coragem, de Ariano Suassuna, pelo Centro de Criação Galpão das Artes / Pontinho de Cultura (Limoeiro/PE), filiado à Artepe.

Como numa opereta de rua ao som de cocos e emboladas, na qual os atores, além de investirem na estética mamulengueira, tocam instrumentos musicais, a cena apresenta as presepadas do malando Benedito, negro esperto que, tentando conquistar sua amada Marieta, é capaz até de desmoralizar dois valentões da pequena cidade de Taperoá.

É conferir tudo isso e um pouco mais ao lado de Mano de Baé e o seu pandeiro que vem lá de Tracunhaém.

SERVIÇO
Espetáculo: A INCONVENIÊNCIA DE TER CORAGEM
Texto: Ariano Suassuna
Dia: 14 de janeiro de 2012 (sábado), às 16 horas.
Local: Praça do Carmo (Olinda)
Acesso gratuito. Classificação livre.
Comédia em 40 minutos

Encenação e Produção executiva:
Fábio André
Fone: (81) 9739-6207
E-mail: fabioandre.limoeiro@hotmail.com
Blog: http://centrodecriacaogalpaodasartes.blogspot.com

PRECIOSIDADE DE ZÉ MARCOLINO

SAGARANA 2012 NO PÁTIO DE SÃO PEDRO

CANTORIA VIRTUAL ENTRE CARLOS AIRES E ONILDO BARBOSA

SE UMA FLOR QUER DOAR, QUE DOE EM VIDA
QUANDO A MORTE CHEGAR, NÃO VALE MAIS.
(Mote de Carlos Aires)

Glosas, Carlos Aires e Onildo Barbosa
Numa cantoria virtual ao vivo no Orkut na comunidade
“CABANA DA POESIA”

CA
É costume entre nós, seres humanos
Quando o golpe mortal nos traz as dores
Rezam, oram, pranteiam levam flores
No momento infeliz dos desenganos
O teatro da morte traça os planos
Com as cenas macabras tão reais
Quando em vida, o defunto que ora jaz
Não ganhou uma simples "margarida"
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais!

OB
Traga flores no meu aniversário
Pra que eu possa botá-las na janela
Rosa branca, vermelha ou amarela
Elas vão enfeitar o meu cenário
Só não traga no ato funerário
Para mim esses atos são banais,
De que vale perfumes naturais
Sobre ossos e carne apodrecida?
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar, não vale mais.

CA
É comum ao chegarmos num velório
Encontrar ramalhetes e coroas
Flores caras, bonitas, coisas boas
Torna o ato funéreo tão notório
O valor disso tudo é irrisório
Pra quem morre são coisas tão banais
Pois se gostam sequer nos dão sinais
De que é grata a oferta recebida
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais!

Acho que tudo isso é uma falha
Tanto enfeite, e presente apos a morte
Um cadáver no último transporte
Entre, rosas, coroas ou medalha
Uma vela, um caixão, uma mortalha,
Bandeirinhas, cortinas castiçais
Alfazemas, lavandas vegetais,
Na disso proíbe a despedida!
Se uma flor quer doa, que doe em vida
Quando a morte chegar, não vale mais

CA
Quando a vida se esvai, nossa matéria
Alguns dias depois vira destroços
Nossa carne derrete fica os ossos
Pare e pense que a coisa é muito séria
Passa a ser uma massa deletéria
Caem vermes por cima, e aliais
Ninguém quer chegar perto desses tais
Mesmo sendo pai, filho, ou mãe querida
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais!

OB
Quem quiser me dar flores dêem-me agora
Pra que eu viva o momento do presente
Se quem morre não vê, nem nada sente
Pode até pegar tudo e jogar fora
Por que é que você vem nessa hora
Demonstrando valor e cabedais,
Com grinalda de mais de mil reais,
Coroando o compasso da partida?
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais.

CA
Se uma flor quer me dá eu agradeço
Pode ser cravo rosa ou flor-de-lis
Com certeza irei ficar feliz
A dizer: obrigado, eu não mereço
Serei grato sem dúvida, meu apreço
E as estimas sinceras são reais
Mesmo sendo nas horas terminais
No momento ingrato da partida
Se uma flor quer doar, que doe em vida
Quando a morte chegar não vale mais!

Carlos Aires e Onildo Barbosa
11/01/2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

13 DE DEZEMBRO - Aniversário do Rei

No dia 13 de dezembro de 1912, consagrado a Santa Luzia, nascia no Exu, Pernambuco, Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei Luiz Lua Gonzaga, o maior de todos, o homem que cantou tudo do Nordeste e do Brasil, para o Nordeste, para o Brasil e para o mundo.

Tá tudo na sua obra: os homens, os bichos, as cidades, os santos, os cangaceiros, os beatos, os políticos, as profissões, as rezas, as festas, os costumes, a seca, a precisão, a fartura, a praia, o sertão, as comidas, os sotaques, as manhas, as presepadas, as feiras, a vida, a morte e a alma nordestino-brasileira.

Morreu em agosto de 1989 aos 77 anos de idade.



HOMENAGEM A LUIZ GONZAGA - Felipe Júnior

Já se foi a canção que encanta a gente,
Já se foi a destreza da cantiga,
Mas ficou entranhada a voz amiga
No falar mais “gonzagueanamente”.
Hoje aqui o cordel se faz presente
Pra render homenagens, com certeza,
A Luiz, por mostrar toda a beleza
Encantada na igual sertanidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

O Nordeste não viu mais o carão;
João-de-barro ficou engaiolado;
O luar não foi mais enluarado,
Pois o Rei foi pra outra habitação.
O castelo do verso, do baião, do forró,
Não viu mais outra grandeza;
Foi a voz que ficou mais e mais presa...
Deus deixou o sertão sem majestade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Nosso Rei do baião desde menino
Recontava as façanhas do Nordeste;
Deu mais voz ao sertão, ao nosso agreste,
Seguiu bem o que tinha por destino.
Com dois “Zés”, nosso Dantas, Marcolino,
Foi ao Sul pra quebrar toda a incerteza
Que o sertão não precisa de riqueza
Pra viver na maior fraternidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Fez canção pra o Riacho do Navio;
Mostrou bem o querido Pajeú;
Se encantou quando viu o mandacaru
Florescer na cantiga do assovio;
Vendo a seca matar, fez que não viu,
Mas, no entanto, cantou com mais franqueza
Toda graça, o sertão e essa beleza
Demonstrando a pureza e a vaidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Visitou o vaqueiro aboiador;
Aboiou, levou gado pra o curral;
Sua voz teve o som instrumental
Do concriz, passarinho trovador;
Foi Luiz um poeta sonhador,
É Luiz cantador dessa represa;
Rei Luiz que faz verso com fineza,
Com amor e sentimentalidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Fez o grito afamando o boiadeiro
Estrondando o seu canto nas campinas;
Pôs mais tom no xaxado das meninas
Que dançavam contentes no terreiro.
Seu Luiz foi aquele sanfoneiro
Que deixou no forró a luz acesa
Pra saber que o xaxado tem pureza
Com gostinho de uma ingenuidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Natureza tem ar nordestinado,
Tem os campos, campinas e serrões,
Tem serrotes, tem grotas e grotões,
Tem o povo lá dentro do xaxado.
Tem zabunba e o triângulo ao seu lado,
Tem sanfona, tem toda essa riqueza
Que Luiz demonstrou com a grandeza
De um guerreiro que tem natalidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Tem as cores perfeitas do verão,
Tem a reza das seis horas da tarde,
Só não tem lutador que é covarde
E abandona a grandeza do sertão.
Tem as festas de boi, apartação,
Tem feijão com farinha sobre a mesa;
Não se vê nem ladrão, nem safadeza,
Só se vê a total felicidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Seu Luiz nos deixou gonzagueando...
Foi viver com o Deus Santo, Pai Celeste,
Com certeza esse céu vira o Nordeste
Quando pega a sanfona e vai tocando.
Santa Rita e São Pedro vão dançando...
No forró, não se fala em ter moleza.
Diz São João: “Esse com muita certeza
Ao Nordeste dar muita saudade”.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

O forró do Nordeste é sempre assim,
O forró de Luiz é bom demais.
Seu baião ficará entre os anais
Dos heróis que jamais tiveram fim.
Como é bom ir dançar um “forrozim”
E, às meninas, mostrar nossa esperteza
Encostando o meu rosto ao de Tereza
Peneirando um chamego com vontade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

O vem-vem que o poeta decantou
Transformou a paisagem sertaneja;
Rei Luiz em qualquer lugar que esteja
Se relembra saudando o que plantou.
Xiquexique quem vê, se transformou
Numa rosa mostrando a boniteza.
Desta forma não pode haver tristeza,
Pois Gonzaga nos dá fertilidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Colocou nos seus versos sentimentos
Da morena dos braços calorosos;
Apelou aos doutores poderosos
Que o sertão não está pra ter lamentos.
Relembrava nos cantos seus momentos
Repassados com muita sutileza.
Foi um grande cantor pela defesa
Do Nordeste ter mais utilidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Não há mais o cantar da despedida,
Não há mais juazeiro tão querido.
Não se vê passarinho tão sofrido
Como aquele que não sente a saída.
Não há canto cantado nessa vida
Que nos traga um sentido de pureza;
Só tem rock, tem brega e tem tigresa
Destruindo esta sã sagacidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Tem beleza cantada no sertão
Desaguando no rio Pajeú;
Tem de tudo lá em Caruaru,
Tem namoro puxado pela mão;
Tem um Rei aclamado Gonzagão
No forró nos trazendo uma surpresa...
Tudo tem no sertão, é uma lindeza...
Vá lá ver e confira essa beldade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Viu no chão o calor do sol secando
A esperança do povo nordestino;
Viu a fé de José, de Severino,
Esperando um chuvisco e ir plantando.
Seu Luiz desse modo vai cantando
Construindo um Nordeste de nobreza
Que tem rei, tem rainha e tem princesa
Todos juntos reinando em unidade.
Seu Luiz na canção falou verdade
Exaltando o poder da natureza.

Aqui digo no verso derradeiro:
Nosso rei se chamou LUIZ GONZAGA
Que foi sempre um amante dessa saga
Sendo rei, cantador e sanfoneiro.
O reinado ficou para o vaqueiro,
A morena, tornou-se baronesa.
Não se viu um Luiz com realeza...
Mesmo assim se eterniza a majestade.
SEU LUIZ NA CANÇÃO FALOU VERDADE
EXALTANDO O PODER DA NATUREZA.

Poeta Felipe Júnior

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

ACESSE AGORA MESMO O CULTURA E COISA E TAL!

Vale a pena acessar o blog do nosso amigo, poeta, amante e incentivador da cultura, Alexandre Morais


MINHAS LÁGRIMAS com Carlos Henrique Costa

MINHAS LÁGRIMAS

Quando enfim um dia pensei em te escrever,
Tudo que queria então dizer, na noite desse dia,
O silêncio ecoava no ar, ao nascer esta poesia,
O coração a pulsar em batidas ao te descrever.

E o mesmo era rompido pela chuva que caia,
Estou agora tremendo, mas não sinto frio no ser,
Estou chorando, sei que é da saudade de você,
Vai ver que não é isso, que acontecer deveria.

Mas nos meus sonhos falta alguém, falta você!
Falta motivo e ás vezes preciso do teu sorriso,
Do teu amor, para poder o passado esquecer.

Essas lágrimas que rolam se prendem no juízo,
E me faz lembrar que um dia tentei reviver,
E não consegui, por não te ter no meu paraíso.

Carlos Henrique Costa

Oficina O Avesso da Cena - Produção e Gestão Cultural

A SECULT-PE, através da Coordenadoria de Artes Cênicas, em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), promove em Recife, a Oficina O AVESSO DA CENA - Produção e Gestão Cultural, que oferece 50 vagas gratuitas para grupos, artistas e técnicos das Artes Cênicas. As aulas, ministradas pelo produtor e consultor nas áreas de produção, planejamento e gestão cultural, Romulo Avelar serão realizadas de 10 a 12 de dezembro, no Museu do Estado de Pernambuco - MEPE. As inscrições podem ser realizadas até 05 de dezembro (2ª feira), através do email artescenicas@secult.pe.gov.br.

Os inscritos receberão confirmação de sua vaga, através de email, até o dia 06 de dezembro (3ª feira).

Para o acesso à Ficha de inscrição clique aqui. Também disponível no site: www.fundarpe.pe.gov.br

OFICINA O AVESSO DA CENA

Dia 10/12
14h às 18h
- Introdução;
- O Contexto Cultural;
- A Linguagem do Produtor e do Gestor.

Dia 11/12
8h30 às 12h30
- A linguagem do Produtor e do Gestor.
14h às 18h
- Etapas de uma produção (Pré-produção; checklists).

Dia 12/12
8h30 às 12h30
- Etapas de uma produção (Produção).
14h às 18h
- Etapas de uma produção (Pós-produção);
- Gestão de Grupos e Entidades Culturais.

SERVIÇO
Oficina o Avesso da Cena
Ministrante: Romulo Avelar
Inscrições: até 05/12/2011, pelo email artescenicas@secult.pe.gov.br
Aulas: 10 a 12 de dezembro de 2011
Local das aulas: Museu do Estado de Pernambuco – MEPE (Av. Rui Barbosa, 960 – Graças – Recife)

Realização: SECULT-PE - Coordenadoria de Artes Cênicas
Funarte/MinC

Participe e divulgue!

Cordialmente,

Teresa Amaral
Coordenadoria de Artes Cênicas
Secretaria de Cultura do Estado
Tel.: (81) 3184-3077

O ESPÍRITO DO NATAL com Carlos Aires


O ESPÍRITO DE NATAL!!!

O natal está chegando
Época de reflexões
De um lado estou me alegrando
Do outro as decepções
Traz-me o terrível embaraço
Pois cada estrofe que faço
Mostra-me a realidade
Que o espírito natalino
Em torno de Deus menino
Tem muita diversidade

Enquanto os meninos pobres
Sobrevivem à duras penas
Nas ricas menções dos nobres
Um trenó puxado a renas
Nessa noite especial
Traz presentes de natal
Em embalagens tão belas
Com luxuosos requintes
Como que fizesse acintes
As crianças das favelas

Não que a criança rica
Não mereça esse primor
Mas na pobrezinha fica
A mágoa presa, uma dor
Alimenta essa ilusão
E sofre a decepção
De forma triste e cruel
Sente-se descriminada
Rejeitada, abandonada
Por você Papai Noel

Se esse nobre personagem
Fosse um pouco mais sensato
Durante sua viagem
Passasse lá pelo mato
Olhasse pros inocentes
Que ali vivem tão carentes
Numa choça, num ranchinho
Mas como qualquer criança
Alimenta a esperança
De que surja o bom velhinho

E o pequeno que se abriga
Na marquise da calçada
O senhor passa não liga
Parece que nem viu nada
Se acaso viu segue em frente
Cadê que deixa um presente
Um brinquedinho, uma esmola
Pobrezinho, desolado
Por se sentir rejeitado
Se vinga cheirando cola

Eu acho o senhor errado
Perdoe-me pela expressão
É que o menino sagrado
Nunca teve luxo não
Sem abrigo a genitora
Deu a luz na manjedoura
Na maior simplicidade
Nasceu o menino Deus
O nosso “Rei dos Judeus”
Pra remir a humanidade

Não lhe estou recriminando
Por servir aos abastados
Porém estou lhe lembrando
Que existem os flagelados
Sendo desfavorecidos
Da nata são excluídos
Com desdém e com maldade
Por não ser dela oriundo.
Mas se Cristo veio ao mundo
Só pra pregar a igualdade

Portanto papai Noel
Faço-lhe uma sugestão
Pra que cumpra seu papel
Na hora da divisão
Dos presentes natalinos
Lembre daqueles meninos
Que sequer um lar mantém
Passam momentos tiranos
Mas como seres humanos
São filhos de Deus também

E assim sendo necessita
Da sua compreensão
E não só o que habita
Lá na pomposa mansão
Pois o da vida abastada
Ou aquele que não tem nada
Pra Deus Pai é tudo igual
E sendo bem dividido
Assim terá mais sentido
O espírito do natal!!!

Carlos Aires 01/12/2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

LANÇAMENTO DE ROSTO NO ESCURO DE FLÁVIO CHAVES



Sexta-feira (25), a partir das 17h, acontece na Livraria Jaqueira o lançamento do livro Rosto no Escuro, do escritor pernambucano Flávio Chaves. O autor marcará presença para autografar os exemplares do romance, que descreve poeticamente os encontros e desencontros de um amor essencialmente romântico. O livro retrata uma viagem pela vida das personagens pontuada pelo lirismo típico de Flávio Chaves, essencialmente um poeta.

Estou à disposição caso haja dúvidas ou seja necessária mais alguma informação.

Coloquei em anexo também uma foto de Flávio Chaves com o livro e a imagem do convite.


Atenciosamente,
Peterson Mayrinck
F.: (81) 9752-7749 / 8704-5176 / 9240-4442

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SONETO - MEU IRMÃO de Felipe Júnior


MEU IRMÃO
Para Hércules Nunes Felipe

Meu irmão eu queria me expressar,
Repassando o que eu tenho em minha mente,
E através de um soneto lhe falar:
Entre os onze, você foi diferente!

Se é verdade que a gente forma um par,
Então peço pra Deus que Pai da gente
Que Ele nunca permita separar
Uma dupla de irmãos que é tão presente.

Ter a sua presença é o bastante
E eu não quero jamais ficar distante
Das canções que antecedem mil assuntos.

Do contrário, a minh’alma triste chora,
Pois se Deus te levar um dia embora
Pedirei pra nós dois partirmos juntos.

Felipe Júnior
Recife, 16 de novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

PREFEITURA DO RECIFE - CASA DO CARNAVAL

Turismo Étnico Religioso na Casa do Carnaval

Novos tempos, velhas culturas: o território afro-brasileiro como objeto de discussão para o turismo cultural no Recife.

Como parte das ações da Secretaria de Cultura da Cidade do Recife, referente ao mês de comemoração da consciência negra, o Centro de Formação, Pesquisa e Memória Cultural – Casa do Carnaval realizará no período de 22 a 25 de novembro de 2011, o curso Novos tempos, velhas culturas: o território afro-brasileiro como objeto de discussão para o turismo cultural no Recife.

A iniciativa visa contribuir para o debate em torno da criação de novas rotas para o turismo cultural no Recife, as quais contemplam os territórios das culturas afro-brasileiras. O curso será dividido em dois momentos: o primeiro com aulas teóricas, abordando os seguintes assuntos: a pluralidade dos discursos e a invenção do medo em torno das culturas afro-brasileiras; o Recife como território da cultura negra (gastronomia, ritmos, festas, lugares, religiosidades); o turismo e o planejamento sustentável para uma nova alternativa de conhecimento do outro. A segunda etapa consistirá numa visita técnica ao Ilê Obá Aganju Okoloya, espaço significativo, para a história da cultura afro-brasileira no Recife.

O curso será ministrado pelos professores Ester Monteiro (Mestre em Antropologia, UFPE); João Paulo da Silva (Turismólogo Mestre em Extensão e Desenvolvimento Rural – Professor do Curso de Turismo da Faculdade Joaquim Nabuco) e Mário Ribeiro (Doutorando em História – UFPE; Professor do Curso de Turismo da Faculdade Joaquim Nabuco). Carga horária total de 20 h/a.

Período de Inscrição: 10 a 17/11/2011
Período de Realização: 22 a 25/11/2011 (14h às 17horas)
Horário: 09h às 17horas
Informações: 3355-3302 / 3355-3303
Local: Casa do Carnaval, Pátio de São Pedro, nº 52. São José, Recife-Pe

Local: Pátio de São Pedro, Casa 52, Bairro de São José – Recife – PE
Informações: (81) 3355-3302 |3355- 3303
E-mail: centrocasaval@recife.pe.gov.br | casadocarnavalrecife@gmail.com

SONETO - SIMPLES AMIGOS de Felipe Júnior

SIMPLES AMIGOS

Você me disse que o nosso romance
Frutificou pela espontaneidade,
Que tudo estava bem ao nosso alcance,
Que tudo era só felicidade.

Vi bem depois que tudo, na verdade,
Não foi amor, talvez até um lance...
E muito antes que a gente se canse,
É bom chegarmos à finalidade.

Finalidade bem mais diferente
Daquele fim que enfim findou a gente
E nos traçou por mais de mil perigos.

Embora a dor seja pra nós tão forte,
Quando encontrarmos cada um seu norte,
Não passaremos de simples amigos.

Felipe Júnior

sábado, 15 de outubro de 2011

MARTELANDO NO VERSO com Felipe Júnior

Já tentei, mas eu vi que foi perdido...
Busquei tanto encher mais o meu espaço,
Mas eu vi que distante desse abraço
A saudade feroz tem corroído.
Ela diz que o amor foi esquecido,
Que não quer mais comigo então sonhar...
E já perto do caso se encerrar
É que esse mistério se revela:
Dez minutos de amor sendo com ela,
Vale o resto da vida sem amar.

Felipe Júnior

CONVITES DE CASAMENTO EM FORMA DE CORDEL...

POESIA DE GILMAR LEITE


Universo de Poesia

Tomba à tarde no lânguido poente
O sol deita os seus últimos fulgores;
A natura desperta outros rumores
Com mistérios surgidos do latente.
Um poema de forma transcendente
Traz o claro do meu sentir fulgente.
Com reflexos astrais da luz sensível;
No crepúsculo, percebo o invisível,
Entre as folhas dos plácidos sentidos,
E contemplo os meus versos coloridos
Entre os vales dum Ser perceptível.

Nas montanhas da abóboda celeste
Um ocaso desenha o fim do dia,
As estrelas em linda romaria
Dão mil beijos na face do cipreste.
A galáxia do verso o corpo veste
Lindos brilhos vividos no meu peito,
Desenhando o sentir quase perfeito
Na montanha feliz do Ser poeta,
Onde a luz do poético arquiteta
A ternura do verso no meu leito.

Lindos pentes das cores do arrebol
Deixam feixes de luzes no crepúsculo
Até mesmo um suave Ser minúsculo,
Sente a noite roubando a luz do sol.
Sinto o verso estendido qual lençol
No meu corpo tocando com leveza,
Despertando no cosmos da beleza
Os pequenos cometas da poesia,
Clareando meu mundo de magia
Revelando do peito a natureza.

Sinto o sol despedindo-se da terra
Derramando das luzes mil serenos,
Os reflexos ficando bem pequenos
Num adeus no poente atrás da serra.
Cada verso no coração desterra
Os fulgores felizes da existência;
Surge a vésper no céu da consciência
Com mil brilhos no fundo coração,
Clareando meu ser de sensação
Sobre o campo sutil da transcendência.

Gilmar Leite

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PRA REFLETIR...

No terreno de amor entre nós dois
Fiz de tudo sem ter qualquer resposta,
Mas depois fiz pra mim a grande aposta:
Apostando em nós dois bem num depois.
Depois vi que a ferida se compôs
De amargura, tristeza e solidão.
Nessa aposta vi que a desilusão
Era a dor principal que me feria.
Os garranchos da sua covardia
Arranharam demais meu coração.

Felipe Júnior

AMANHÃ, DIA 15/10, NO MERCADO DA MADALENA

AMIGOS, DIVULGUEM E COMPAREÇAM AO NOSSO RECITAL, SÁBADO A PARTIR DAS 10 HORAS, NO MERCADO DA MADALENA!

"SER TÃO SERTANEJO É VALORIZAR
OS NOSSO COSTUMES E AS NOSSAS RAÍZES
NÃO SENTIR VERGONHA DAS MÃO CALEJADAS
DA PELE MARCADA PELAS CICATRIZES
SER TÃO SERTANEJO É SER BRAVO E FORTE
ENFRENTAR A VIDA SEM TEMER A MORTE
TER A PACIÊNCIA POR DEUS EXIGIDA
SER TÃO SERTANEJO É SER COMO NÓS
NA LETRA, NA MÚSICA, NO VERSO E NA VOZ
DIVULGANDO A ARTE NOS PALCOS DA VIDA!"
-Diomedes Mariano.

ABRAÇOS!
MARCOS PASSOS


SONETO - TÉRMINO


TÉRMINO
A um amigo poeta que sofre nas horas vagas...

Acabou! Pus um fim! Tudo acabado!
As migalhas que restam joguei fora
Que é difícil demais ver ao meu lado
A mulher que eu mais amo ir embora

A dor paira e meu peito triste chora...
Mas depois desse amor despedaçado
O que resta a nós dois é ver a hora
De obtermos um outro resultado.

Você segue um caminho sem razão
E eu também trilho a mesma direção,
Cada um pra o seu lado sem ter rumo.

Precisando formar um novo laço,
Fui buscar um consolo em outro abraço...
Mas vi que sem você não me acostumo.

Felipe Júnior

MÉDICOS DESRESPEITAM PACIENTES COM RECEITAS ILEGÍVEIS NO PAJEÚ

Do site de Nill Júnior

O Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução nº 1.601/2000 que, em seu artigo 39, determina que as receitas médicas sejam escritas por extenso e de forma legível. Além disso, tem-se ainda o Código de Ética Médica, que em seu terceiro capítulo trata da responsabilidade profissional, proibindo o médico de receitar ou atestar de forma secreta ou ilegível. A medida é seguida pela Anvisa e Ministério da Saúde.



Receituário do Dr Cristóvão Jackson que nem mesmo pai de santo adivinha o que está escrito.

UM VERSO DE KERLLE DE MAGALHÃES

Se tenho medo da morte
Perguntaram outro dia
E eu pensei nesta alegria
De viver com tanta sorte
Com amigos no suporte
No meu fraco coração
Foi que respondi então
Sem fazer nenhum segredo
Da morte... eu tenho medo
Mas, não mais que a solidão.

K.M

EU ACHO É POUCO com Dalinha Catunda

Vou abrir minha janela
Deixar todas as mazelas
Dentro deste camarim.
ATO DERRADEIRO

Vou botar meu bloco na rua
Essa história de ser sua
Há muito chegou ao fim.

Esta onda de sofredora
Fica bem para emissora
Que transmite folhetim.

Uma pobre desencantada,
Chorando desesperada,
Imagine!
Não é papel para mim.

CANTORIA

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Professores discutem o fenômeno sócio-cultural do cordel

Saiu no Jornal A Voz do Escritor:



Na 4ª feira passada, dia 28 de setembro, em mesa coordenada pelo poeta e filósofo Felipe Júnior, no âmbito do IV Congresso Brasileiro de Escritores em Pernambuco, realizado no auditório Brum do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, em programação associada à Bienal Internacional do Livro, os escritores Paulo Moura e Carlos Newton Junior debateram sobre 'o fenômeno sócio cultural do Cordel'.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

VALE A PENA CONFERIR

BODEGA CULTURAL NA BIENAL DO LIVRO

Amigos professores e admiradores da Cultura Nordestina, comparecendo à VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no Centro de Convenções, no período de 23 de setembro a 03 de outubro de 2011, façam uma visita ao estande “CAUSOS E CORDÉIS BODEGA CULTURAL” n° 197 e adquiram os melhores artigos da Cultura Popular e da Literatura Nordestina.

No “CAUSOS E CORDÉIS BODEGA CULTURAL”, também teremos lançamentos de livros, CD’s e DVD’s, além de recitais com os melhores poetas de Pernambuco, diariamente.

Desde já, agradecemos às vossas visitas.

Felipe Júnior e Ismael Gaião
Coordenadores do Estande “Causos e Cordéis - Bodega Cultural”
(81) 9828-6161; (81) 9727-2575

Dirigi na contramão
Em alta velocidade;
Cruzei o farol vermelho
Da minha felicidade
E o guarda, a me perseguir,
Multou-me por conduzir
O veículo da saudade.

Felipe Júnior

Dignidade pra mim
Faz parte da formação,
E é preciso ter isso
Para ser um cidadão,
Porque a honestidade
Não é uma qualidade
É só uma obrigação.

Ismael Gaião

REFLEXÕES com Luciano Siqueira

Mobilização “internética”, nem tanto ao mar nem tanto à terra

Luciano Siqueira

Não é a primeira vez nem será a última que se supervaloriza o instrumento em detrimento do conteúdo. Nesse caso, parece uma onda – à semelhança das ondas reais de manifestações ocorridas no Oriente Médio e em alguns países da Europa, como a França. Atribui-se à internet – ao uso de sites de relacionamento, sobretudo – o dom de produzir grandes movimentações em praça pública, “à revelia dos partidos políticos, sindicatos e organizações estudantis clássicas”, que estariam superados.

Nessas análises ligeiras há uma clara subestimação das causas objetivas dos movimentos registrados. Como se fosse possível, por um passe de mágica, tornar real o desejo subjetivo de alguns indivíduos, que se supõe sejam em geral jovens, sem qualquer compromisso com correntes de pensamento sistematizado, transformando-os em movimentos de massas. Que em alguns lugares a organização política seja incipiente, pelo menos nas formas convencionais, tudo bem – especialmente em países árabes cuja prática democrática quase inexiste. Mas razões objetivas há, de sobra, para que manifestações de rua se produzam. Não surgem do nada. São produtos de uma realidade objetiva hostil, que parcelas crescentes da população já não suportam e contra ela se sublevam.

Mesmo no caso de Paris e outras cidades francesas, onde grandes encontros festivos regados a consumo elevadíssimo de bebida alcoólica, que recentemente tumultuaram o ambiente em fins de semana e provocaram a intervenção do governo. Se não há causa explicita, há uma espécie de rebeldia sem causa que, em última instância, reflete a realidade objetiva adversa que reclama no mínimo uma válvula de escape.

Assim, o noticiário acumula manchetes e reportagens evidentemente marcadas por um desejo – de clara conotação politica – de ver a população reagir à margem das organizações politicas e sociais. “Militantes do Facebook descobrem a política”, é um exemplo. “Pelo Twitter, milhares atendem à convocação e ganham as ruas”, outro exemplo.

Há casos em que os promotores desses atos públicos se dizem absolutamente ignorantes ou avessos à política – e são saudados como novidade benéfica!

Existe algo mais politizado do que o combate à corrupção? E por que se dá tanta corda, na grande mídia, a atos públicos nos quais os organizadores rejeitam a participação de políticos, partidos, sindicatos, entidades estudantis e até inofensivas ONGs? Por que analistas dessas manifestações tergiversam sobre o conteúdo da “causa”, obscurecendo a necessidade de medidas concretas, para além do protesto, tais como a adoção do financiamento público das campanhas eleitorais, sabidamente um antidoto eficaz às relações promiscuas entre detentores de mandato e grupos econômicos, que está na raiz da corrupção institucionalizada?

Movimentos desprovidos de conteúdo são facilmente manipuláveis pelos meios de comunicação, que procuram direcioná-los a objetivos políticos nem sempre confessáveis.

Porém na prática, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Quem vai às ruas pelo simples desejo de protestar muitas vezes desperta para a necessidade de compreender a raiz dos problemas, ganha consciência política e se torna ativista consciente. Para frustração dos manipuladores.

Qual a sua opinião?

Luciano Siqueira www.lucianosiqueira.com.br
www.facebook.com/lucianopcdob

CHARGE DO DIA

TRILHANDO NO SONETO com Felipe Júnior


PASSATEMPO

Fiquei sabendo de alguns atropelos
Que praticaste pouco tempo atrás
E que é preciso para mim dizê-los
Me convencendo a não te querer mais.

Eu não pretendo nunca engrandecê-los,
Mas da medida, já passou demais...
Quero que entendas, não posso esquecê-los
Pois eles próprios me tiraram a paz.

É bom nós termos os seguintes planos
Pra no período de cinco ou dez anos
Analisarmos essa coisa avessa.

E se esse prazo for um contratempo,
Implorarei para que o próprio tempo
Dê-me esse prazo para que eu te esqueça.

Felipe Júnior