PRA DISPARECER O QUENGO...

A MORTE DO VELHO PADRE


O velho padre, durante anos, tinha trabalhado fielmente com o povo africano, mas agora estava de volta ao Brasil, doente e moribundo, no Hospital Geral de Brasília, virou notícia e manchete midiática da hora. Já nos últimos suspiros, ele faz um sinal à enfermeira, que se aproxima.

- Sim, padre?
- Eu queria ver dois proeminentes políticos antes de morrer, Renan Calheiros e José Sarney.
- Sim, padre, verei o que posso fazer.

De imediato, ela entra em contato com o Congresso Nacional e logo recebe a notícia: ambos gostariam muito de visitar o padre moribundo. A caminho do hospital, Sarney diz a Renan Calheiros:

- Eu não sei por que o velho padre nos quer ver, mas certamente que isso vai ajudar a melhorar a nossa imagem perante a Igreja e povo, o que é sempre bom. Renan Calheiros concordou. Era uma grande oportunidade para eles e até foi enviado um comunicado oficial à imprensa sobre a visita. Quando chegaram ao quarto, com toda a imprensa presente, o velho padre pegou na mão de Sarney, com sua mão direita, e na mão de Renan Calheiros, com sua esquerda. Houve um grande silêncio e notou-se um ar de pureza e serenidade no semblante do padre. Renan Calheiros então disse:

- Padre, por que é que fomos nós os escolhidos, entre tantas pessoas, para estar ao seu lado no seu fim?

O velho padre, lentamente, disse:

-Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo.
-Amém, disse Sarney.
-Amém, disse Renan Calheiros.

E o Padre concluiu:

-Então, como Ele morreu entre dois ladrões, eu quero fazer o mesmo.

ESCRITOS DO CORAÇÃO de Jair Martins - LANÇAMENTO

FIM DE FEIRA NO TEATRO DO PARQUE... Eita danose!

ENQUANTO ISSO NA SALA DA JUSTIÇA...

Ôôôôô... marvada!

A VEZ DO POETA com Altair Leal

A CHEGADA DE MICHAEL JACKSON NO CÉU


Em 25 de junho
No ano 2009
A noticia deu no rádio
E a todo mundo comove
Michael Jackson morreu
E o mundo assim perdeu
O seu rei do pop love.

Quero que aqui se comprove
O tamanho de seu cartaz
Um cantor maravilhoso
Talentoso esse rapaz
Muito bom esse menino
Um notável dançarino
Compositor bom demais.

uma vontade voraz
de ficar branco ele tinha
quando via um "cachete"
corria para a cozinha
para com agua tomar
no intuito de ficar
com a pele toda branquinha.

E o rei do pop assim vinha
Chamando muita atenção
com o filho na janela
"Cum" monte de operação
com escandalos infantis
com visitas ao juiz
com processos de montão.

mas me veio inspiração
pra fazereste cordel
Michael Jackson está morto
Eu nem sei se vai pro céu
E eu tava aqui pensando
Michael Jackson lá entrando
Vai ser grande o escarcéu.

Vai ter dança pra "dédéu"
É forró, xote e baião.
E a tá da Black music
Tocada por Gonzagão
Eita vai ser arretado
Michael vai dançar xaxado
"Cum" bando de Lampião....

ATOS SECRETOS EM CORDEL:









Se voismicê qué entendê
Esse fato de assombrá,
Compre esse cordé pra lê
Que voismicê saberá!

Felipe Júnior

PELEJA VIRTUAL EM CORDEL ENTRE ALLAN SALES E FELIPE JÚNIOR:

Aquira já esse cordel!

Envie um e-mail para poetafelipejunior@gmail.com ou allanmenestrel@gmail.com, ou ainda saiba mais no link A Feira do nosso blog.

CACTUS CORDELARIA
Um jeito rápido de fazer cultura!

POETA LIMA JÚNIOR - Tuparetama/PE

A BALANÇA DE GONZAGA

Numa luta sem iguala
Pra perder a barriguinha,
Perdia peso na sala
E encontrava na cozinha.
Pesar-me sempre eu ia,
Mas a balança vadia
Igual a canção da gaga,
Repetia o desagrado
E eu já tava arretado
Com a balança de Gonzaga!

Lá na farmácia eu gritava:
Já ajeitaram a balança?
A atendente me olhava
Bem na altura da pança,
E dizia: Ta normal!
Faça dieta, afinal
Ser magro não lhe estraga!
Mas eu não acreditava,
Pra mim o problema estava
Na balança de Gonzaga.

Passava fome pra ver
Se o peso diminuía,
Mas quanto mais sem comer,
Mais é que o peso crescia.
Podia afinar o braço,
A perna, o espinhaço,
Mas a barriga? Nem praga!
E quando ia me pesar,
A vontade era quebrar
A balança de Gonzaga!

Passei um mês inteirinho
Comendo folhas e arroz,
Malhando bem direitinho,
Pra ver se perdia dois
Dos quilos que eu já tinha,
Porém, quando a fome vinha
Comia sem deixar vaga.
Mesmo sem ater-me ao gelo,
Sempre tinha pesadelo
Com a balança de Gonzaga!

Mas era assim desse jeito
Quando era dia de feira.
Um, saía satisfeito,
Outro dizendo besteira.
Pra se pesar vinha gente,
Gorda, magra, inocente,
Gente que fuma e que traga,
Gente com luxo e sem luxo,
Iam pesar peito e bucho
Na balança de Gonzaga.

Quando saio rua a fora
Por qualquer lugar que siga,
Estufo o peito pra fora,
Encolho bem a barriga.
Mas se eu passar na calçada,
A balança desgraçada
Me atrai e me afaga.
Entro sorrindo e cantando,
Mas saio brabo brigando
Com a balança de Gonzaga!

Já vivo desconfiado
Que aquela balança lesa,
Só pesa mesmo errado
Quando sou eu quem se pesa!
Nunca fui de confusão,
Nem tive superstição
Mas vou rogar uma praga!
Pra meu excesso passar,
Para quem for se pesar
Na balança de Gonzaga!

Pra não sentir-me atraído
Mudei até de calçada,
Mas descobri o sentido
Da balança sempre errada.
Depois que tanto penei,
Foi que eu observei
Bem no final desta saga.
O mistério da danada,
É que tava acostumada
Com o peso de Gonzaga!

Poeta Lima Júnior


Para os amigos e fãs da União dos Cordelistas de Pernambuco, Unicordel, a presença no Festival de Inverno de Garanhuns está confirmada mais uma vez. No dia 24 de julho, a Unicordel se apresenta em praça pública na cidade das flores.

Quando? 24 de julho às 10h;
Onde? Praça pública (em frente a Ferreira Costa) - Garanhuns/PE

LANÇAMENTO DE "NO VISGO DO IMPROVISO"


Maria Alice Amorim e Unicordel convidam para o recital poético de lançamento do livro NO VISGO DO IMPROVISO

QUANDO?
29 de julho
ONDE? Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo)

INFORMAÇÕES: 3232-2028

O CORDÃO DOS CORDÉIS:

Os mais novos cordéis confecçionados pela CACTUS CORDELARIA viram sucesso de vendas.
A coleção "CORDELendo a Tradição", do nº 1 ao nº 20, do poeta Felipe Júnior, pode ser encontrada no Canto Sertanejo (Mercado da Madalena) ou no Cantinho Cultural (Shopping Boa Vista).

Se preferir, adquira agora mesmo direto com o autor com frete totalmente gratuito!

Felipe Júnior: (81) 9689-3445; 9262-5196; Fax: (81) 3236-2555

A VEZ DO POETA com Myrian Benatti


Outro dia estava andando a esmo,
Quando deparei com uma cena
Chocante nessa época do ano
Inverno... Chuva... Vento... Frio...
Encontrei duas pessoas deitadas dormindo
Uma no banco da praça,
Outra no chão em um papelão,
Ao relento,
Talvez seu estado fosse de embriaguez,
Talvez fome,
Talvez sono,
Muitos talvez para a mesma condição,
De humilhação.
Como chamamos essas pessoas?
Mendigos?
Necessitados?
Mas continuei a andar,
Apesar de a cena ter me chocado
Eu não parei.
Estava pensando que em algumas
Situações são tão parecidas,
Quando desejamos amor, carinho, paixão, amizade,
E não sendo correspondidos nos tornamos mendigos,
Mendigos de almas!
Somos diferentes dos mendigos de rua?
Humilhando-nos
Pedindo...
Implorando...
Desnudando...
Nossa alma sem retorno.

Myrian Benatti

REFLETINDO...


Menino de Rua

Eu vi sua indiferença
Quando você me olhou
Mas por favor, pare um pouco
E pense no que eu sou
Se eu sou pequeno assim
É que a vida não deu a mim
O direito de crescer
Eu vivo ao Deus nos acuda
E preciso de uma ajuda
Pra poder sobreviver

Seu filho nasceu feliz
Pois pra dormir teve berço
Eu também seria assim
Se ao menos tivesse um terço
Porém o que me sobrou
Foi a rua onde estou
E não as bancas da escola
Sem estudo e sem comer
Ao invés de aprender ler
Aprendi a cheirar cola

Não me trate por bandido
Porque bandido eu não sou
Se eu aprendi a pedir
A vida é que me obrigou
Se eu pudesse escolher
Juro que eu queria ser
Um menino educado
Filho de gente grã-fina
Com casa boa e piscina
Com saúde e alimentado

Você passa no seu carro
Da vida toda contente
Me olha de cara feia
Como se eu não fosse gente
Mas saiba que como os seus
Também sou filho de Deus
Apenas não tive sorte
De ser filho da senhora
Por isso eu lhe peço agora
Não deseje a minha morte

Se não quer me fazer bem
O mal também não me faça
Porque eu não sou culpado
De viver nessa desgraça
Passando necessidade
Vejo que a sociedade
Esta sim é a culpada
Porque na sua ganância
Só quer tudo em abundância
Deixando o pobre sem nada

Eu não sei o que é carinho
Porque mamãe não me deu
Pois em toda sua vida
Sofreu tanto quanto eu
Vivendo pra trabalhar
Apenas pra sustentar
Os seus filhinhos com vida
Vive na infelicidade
E ainda na flor da idade
Já é uma velha sofrida

Eu sei que na sua casa
Tem uma linda cadela
E eu já seria feliz
Se vivesse igual a ela
Pois ela tem boa vida
Carinho, banho e comida
Cada qual no seu horário
E também quando adoece
Eu sei que logo aparece
Um Médico Veterinário

Enquanto o seu filho tem
Dentista, médico e hospital
E uma boa enfermeira
Se acaso passar mal
Eu nunca fui ao doutor
E quando sinto uma dor
Aumenta mais o meu tédio
Pensando que vou morrer
Pois não tendo o que comer
Como vou comprar remédio

Skates, patins, videogame
Seu filho tem desde cedo
Eu em toda minha vida
Nunca ganhei um brinquedo
Sou pequeno e magricela
Sem ter nenhuma chinela
Para proteger meus pés
Vejo o seu filho lindo
Ganhando e sempre pedindo
O que já tem mais de dez

Sem poder me alimentar
Mamãe me mandou pro mundo
Mesmo guardando em seu peito
Um sofrimento profundo
Eu hoje vivo a pedir
Sem ter para onde ir
Pois meu teto é sol e lua
Num mundo sem esperança
Sem direito a ser criança
Eu sou menino de rua

Ismael Gaião da Costa
Recife, 17 de abril de 1993

LANÇAMENTOS DA CACTUS CORDELARIA:


A CACTUS CORDELARIA lança a coleção Raridades do Cordel iniciando com dois títulos: "Antonio Silvino: O Rei dos Cangaceiros" de Leandro Gomes de Barros e "ABC do Nordeste Flagelado" de Patativa do Assaré.

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De um serviço de alto nível,
Tenha certeza que a gente
fará o que for possível.

Dedé Monteiro

UNIÃO BRASILEIRA DOS ESCRITORES E LIVRARIA SARAIVA HOMENAGEIAM O POETA FELIPE JÚNIOR:

A União Brasileira dos Escritores - UBE/PE, em parceria com a Livraria Saraiva, prestaram homenagem à obra poética do poeta Felipe Júnior.


Cássio Cavalcante, secretário geral da UBE/PE, Edgar Diniz, Felipe Júnior, Paulo Dunga e Edvaldo Bronzeado


Cybelle Candida, esposa do poeta, entrega certificado da União Brasileira dos Escritores/PE

Felipe Júnior fala sobre seu primeiro livro, Relicário


Poeta Edgar Diniz declama poesia do homenageado


José Honório, presidente da Unicordel, comentando a poesia do homenageado


A LUZ DE LUIS...

No dia 02 deste mês, nasceu João Luis, filho da nossa amiga poetisa Susana Morais. Diversos amigos, poetas da Unicordel, fizeram glosas para parabenizar a nova mamãe e o seu filhote.

Susana Morais já virou a “mainha”,
Diego, o marido, tornou-se o “papai”…
Os dois chamegaram num vai-vai-vai-vai
E assim Deus moldou esse lindo poetinha.
Bonito demais essa “coisa branquinha”
Que Deus presenteia à Susana e seu par,
Talvez um poeta não vá se tornar
Mas Deus, com certeza, o fará bem feliz…
Que o mundo receba essa luz de Luís
Cantando galope na beira do mar.

Felipe Júnior
06/07/2009

* * *

Julho é o mês Santana
E foi a Santa quem quis,
Que nascesse João Luis,
Da poetisa Susana.
Tendo uma mãe tão bacana,
O filho nasceu contente
E o pai Diego já sente,
Mesmo sem ser um profeta,
Que o filho vai ser poeta,
Pra alegria da gente!

Ismael Gaião.
07 de Julho de 2009

* * *

O cordel está em festa
Muito ancho e feliz
Nasceu mais um poetinha
Trazendo a mesma raiz
Da poesia nordestina…
Sê bem vindo, João Luis!!!

“Paulo Moura Dunga”
07 de Julho de 2009

* * *

Eu não quero me gabar
Nem dizer isso ou aquilo
Só sei que tô preparando
Aqui no maior sigilo
Um bonequinho de pano
Para Luiz brincar tranqüilo

Lourdes Alves
07 de Julho de 2009


* * *

O Luis já ganhou uma boneca
Que relembra a cultura nordestina
Uma peça de chita, muito fina
Que foi feito pra criança sapeca…
Mas, se homem só pensa em perereca
Eu vou dar um presente que se encaixa
Muito embora que a idade esteja baixa
O menino já pode ir praticando
Ao invés de dar boneco de pano
Dou u’a boneca inflável, de borracha!!!!

(Mas só vai poder usar depois dos 15 anos viu?? rsrsrsrsrs)

“Paulo Moura Dunga”
08 de Julho de 2009

* * *

Bem-vindo seja o João
Deus salve o João Luis
Que a Susana Morais quis
De viver uma razão

A vida já lhe sorri
Ser poeta é uma prova
E agora há uma nova
Alegria. É o que senti

Pelo alto astral no ar.
Ao Susana dar à luz
É a poesia que reluz

Agora é só esperar
O Recife ganha um poeta
A felicidade é completa

João Alderney,
08 de julho de 2009

* * *

Desejo pra João Luis
Uma vida bem legal
Pois o mundo virtual
Já lhe mostra a diretriz
Deus já traçou sua meta
Se nasceu pra ser poeta
Que seja muito feliz.

Carlos Aires,
17 de julho de 2009

A VEZ DO POETA com Maviael Melo

Firmes Teares

Eu vi o homem sentado na praça
Perdido no tempo da sua saudade
Olhando em desgosto a fria cidade
Querendo o respeito devido à raça
Eu vi o palhaço, sem riso e sem graça
Descendo a lona do seu picadeiro
Fechando a cortina, sem muito dinheiro
Deixando a esperança sem muita certeza
E vi a cigana sem carta na mesa
Sem ver no futuro, um presente inteiro.

Eu vi o presente tremendo de medo
Da falta de amor, dos homens covardes
Impondo na pena seus fúteis alardes
Criando interesses, ferindo o enredo
Eu vi a maldade dos podres segredos
Vi outra criança ferida na alma
Mulheres chorando e mãe sem ter calma
Um jovem indefeso, no tempo drogado
Menina perdida vivendo em pecado
Trocando o futuro por trocos na palma

Senti a saudade dos tempos de outrora
No tempo que o homem sentava à praça
Pra ouvir em silêncio um pouco da graça
Olhando sorrindo as cores da aurora
Um homem sereno, e rei da sua hora
Criando o seu tempo em pura harmonia
Trazendo o sorriso de volta a poesia
Fazendo o futuro em pleno presente
Um homem feliz, brincante e contente
Sentado na praça em plena alegria

Senti a esperança voltar novamente
Na mente inocente da nova criança
De riso faceiro, bailando na dança
Em plena harmonia com o seu ambiente
Seguindo o seu curso olhando pra frente
Senti a bondade dos novos olhares
Que sorriam brilhos trazendo nos ares
Um pouco da graça dos velhos palhaços
Brincando de roda em troca de abraços
Traçando o futuro em firmes teares.

Maviael Melo

QUER PUBLICAR SEU CORDEL???

RECITATA 2009 - Inscrições abertas...

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA A 4ª RECITATA

Dentro da programação do 7º Festival Recifense de Literatura não poderia mais faltar lugar para a Recitata – abreviação de Recife em Cantata - uma espécie de torneio poético com objetivo de divulgar os poetas da cidade e a oralidade de suas poesias. Essa “competição”, que entra em sua quarta edição, tem direito a comissão julgadora – júri popular e especializado – e a premiação em dinheiro, que este ano vai de R$ 600 a 1,4 mil, para o primeiro colocado. As inscrições estarão abertas a partir desta sexta-feira, 10 de julho, e seguem até o dia 31. A 4ª Recitata acontecerá entre os dias 12 e 14 de agosto. A novidade este ano é que as eliminatórias e a final mudam de lugar, saem do Recife antigo e vão para o Pátio de São Pedro.

O Festival Recifense de Literatura – a Letra e a Voz é uma realização da Prefeitura da Cidade do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura da Cidade do Recife, coordenado pela Gerência Operacional de Literatura e Editoração. Para participar, os interessados devem se inscrever na Gerência Operacional de Literatura e Editoração (Av. Rio Branco, 76 A, Bairro do Recife), ou pegar informações pelos telefones 3232.2898 3232.2937 e também pelo e-mail: festival.recitata@hotmail.com.

Os poetas podem concorrer de forma individual e em dupla e recitar textos de autoria própria. A “performance”, que pode ter duração máxima de três minutos para o poeta que concorrer individualmente, e cinco minutos para os que concorrerem em dupla, é apreciada por uma comissão julgadora especializada, escolhida pela organização do evento, e por um júri popular – composto por três pessoas - escolhidas na hora através de sorteio entre o público presente. Essas duas comissões devem observar no concorrente a ocupação do tempo, consistência nas linguagens verbal e corporal e capacidade de comunicação com o público.

Cada júri escolherá cinco poetas, individual ou em dupla, em cada dia, que disputarão a final. As classificatórias, diferentemente do ano passado - no Mercado da Boa Vista -, ganharão este ano o Pátio de São Pedro, nos dias 12 e 13 de agosto, a partir das 18h. A grande final, no dia 14 de agosto, acontecerá no mesmo local e horário. Um telão instalado no local mostrará a apuração dos pontos através de sistema informatizado. O primeiro lugar receberá um prêmio em dinheiro de R$ 1, 4 mil; o segundo colocado, R$ 1 mil; e o terceiro, R$ 600. Lembrando que um vencedor eleito por dois júris acumula os valores das duas premiações.

CHARGE DA SEMANA...

UNICORDEL NA FENNEART


Visite o espaço da Unicordel na FENNEART!
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NÓS PÓS NO BURBURINHO

Produção Nós Pós segue com calendário de eventos (todas as segundas quartas-feiras de cada mês) no Bar Burburinho. O próximo será agora dia 08/07/09, ás 20h.

É a continuiadade da proposta de divulgar escritores e demais artistas pernambucanos, incentivando o consumo, a visão crítica e a interligação entre as linguagens artísticas.

Neste evento teremos a escritora e integrante do recém formado grupo Dremelgas Cláudia Trevisan, que fará uma apresentação envolvento literatura e música; Jhonatan Sodré (também integrante do grupo Dremelgas) e Ana Maria Pereira, integrantes da produção Nós Pós.

O tom musical do evento continua com performances de Léo Zadi, poeta e músico com influências nordestina e indiana. Léo está se preparando para lançar seu primeiro livro de poesias: "Vejo com as mãos, toco com os olhos". No evento apresentará fragmento de seu espetáculo "Casa-placenta, Rua-redemoinho", que inclui versos, canto e dança.

Seguimos com a participação de Carlos Gomes e Fernanda Maia, estudantes de Letras que assinam com os heterônimos Júlio Rennó e Amélie Marie; formam a Banda Adiós Poeta, onde cantam músicas autorais em português, espanhol, francês e inglês. Estão escrevendo um livro de contos ilustrados: "Primeiras Estórias: Jack fareja, Fellini sonha e Ninguém escreve". Na apresentação irão tocar canções da Adiós Poeta.

Pra fechar o grupo de convidados teremos performances do Poeta Jorge, num trabalho de parceria baseado no improviso com o músico Arielson, e as performances do escritor Bruno Piffardini.

A apresentação fica por conta da escritora e atriz Adélia Coelho (Flô).

SERVIÇO:

NÓS PÓS parte 24
Dia 08/07/09 20h
Bar Burburinho (Rua Tomazina, 106 - Bairro do Recife)
Couvert R$ 3,00

A VEZ DO POETA com Ismael Gaião

QUERO SER TEU ETERNAMENTE

Por não ter teu amor que eu sempre quis,
Sofro tanto que às vezes desanimo.
Já não sei versejar porque não rimo
E passei a viver muito infeliz.

Eu que vivo à procura de teu mimo,
Sinto agora que posso ser feliz,
Só por ver teu olhar como rubis,
Cada vez que de ti me aproximo.

Finges bem, e disfarças pra negar…
Mas o brilho fugaz do teu olhar
Não esconde a paixão que o peito sente.

Venhas logo atender nossos desejos,
Abraçar-me, me dando muitos beijos,
Pois eu quero ser teu eternamente!

Ismael Gaião
Recife, 05 de julho de 2009

UM TEXTO DE JOSÉ PAULO CAVALCANTI FILHO


É o fim de uma era.

Sai de cena, depois de 24 anos como Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso. Leva com ele orgulho pelas obras feitas, alguns processos em que é réu, e remorsos tardios, talvez.

Diferente de Dom Helder, que ao deixar esse mesmo cargo permaneceu nas Fronteiras, Dom José antecipou que vai preferir viver seu resto de vida longe do rebanho que lhe foi confiado, na paisagem agreste de Camocim de São Felix - um santo camponês que perambulava nas ruas com rosário na mão, dizendo sempre “Deo gratias”. Palavras que Dom José poderá repetir, quando queira, na espera d’Aquele com quem sempre sonhou.

Em Camocim, na solidão que sempre acompanha os que se despedem e partem, poderá também meditar sobre o que fez e deixou de fazer; afinal compreendendo, já sem tempo para ilusões perdidas ou reparações, que acertou e errou como qualquer de nós pobres mortais. É cedo ainda para fazer uma avaliação isenta sobre sua passagem. Sobretudo, cumprindo a regra ibérica dos homens gentis, não é digno pelejar quando o cavaleiro já está no chão. Que parta em paz, então.

Mas é também uma nova era que vem. Um tempo bom de alegrias, promessas e esperanças, que se pode pressentir no ar. Dom Fernando Saburido, novo arcebispo, não por acaso, foi ordenado padre por Dom Helder (em 1983); e exerceu as funções de Bispo Auxiliar de Dom José Cardoso (em 2000).

Como se seu destino fosse o de ser um ponto de encontro entre visões do mundo tão distantes. Assim, e para além dos estreitos limites de uma pregação apenas intimista, com ele chegam também as idéias do Vaticano II. De uma Igreja do povo de Deus, em que todos e cada um têm voz e vez. Comprometida com o sentido real de Evangelho, para quem Cristo veio trazer vida. Feita de compromissos, gestos amplos e solidariedade fraterna.

Não é por acaso que Dom Fernando chega ao Recife no centenário do nascimento de Dom Helder; como se fosse um prenúncio do destino. Vem para restaurar a fé de tantos, e dar um sentido novo à Arquidiocese. Para pacificar, mesmo sem perder a firmeza dos gestos.

Vem, antes de tudo, para trazer de volta os que se afastaram. Se puder ser resumida em uma frase, a expectativa sobre sua presença, dela se dirá sobretudo que vai procurar ser um bom guardador de rebanhos.

Como o de Fernando Pessoa, “Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias/ Olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho”. Ou o do Evangelho de São João, na “Parábola do Bom Pastor” - aquele que dá a vida por suas ovelhas.

Bem vindo seja, Dom Fernando.

TÁ NA HORA DE TOMAR...

TODO MUNDO VAI TOMAR...

Agora, graças a Deus,
Ninguém mais vai reclamar.
Minha mulher pelejou,
Meu pai não quis me apoiar,
E minha santa mãezinha
Sempre disse pra eu tomar.

Felipe Júnior